DAR SENTIDO À DOR E AO MORRER


 

1. INTRODUÇÃO

O tempo em que vamos parece o de Thomas Hobbes, quando, em 1651, deixou escrito no seu famoso Leviatã, que «tudo o que existe tem três dimensões, a saber, comprimento, largura e altura, e aquilo que não tem três dimensões não existe nem está em parte alguma»[1]. Com este procedimento, Hobbes, e alguns dos nossos contemporâneos com ele, reduzem o homem a um objecto, sem alma nem emoções, sem alegria nem tristeza, sem encanto, sem Deus. É um homem à medida do cadáver, e um mundo à medida do cemitério, tudo formatado e tresandando a amoníaco. É o mundo do «dois vezes dois são quatro», de que fala Dostoievski nos seus Cadernos do Subterrâneo, acrescento logo, em jeito de confissão: «O homem sempre teve medo deste dois vezes dois são quatro, e eu também tenho»[2].

Na esteira do grande escritor russo, vale a pena mostrar aqui um extracto das recentes e densas análises de O Método, de Edgar Morin: «O dogma da simplificação que contém a morte continua a impor-se por aí como verdade científica (…), e continua a rejeitar para fora do saber aquilo que resiste ao seu controlo. E os defensores deste dogma – continua Edgar Morin – vêem-nos como miseráveis, pedintes, esgadanhando os dejectos das suas lixeiras». E acrescenta depois de forma contundente: «Num sentido, eles têm razão: nós queremos recuperar e reciclar os dejectos que a sua ciência expulsa: não apenas o incerto, o impreciso, o ambíguo, o paradoxal, a contradição, mas também o ser, a existência, o indivíduo, o sujeito. Julgam deitar fora os excrementos do saber: não sabem que atiram para o lixo o ouro do tempo»[3].

Nada de novo. Seis séculos a. C., já o filósofo grego Heraclito deixava escrito, no seu Fragmento 9, que «Os burros preferem a palha ao ouro». E já no nosso tempo, Martin Heidegger, debruçando-se, nos seus Ensaios e Conferências, sobre a referida sentença de Heraclito, pôde lê-la para nós, explicitando que este «ouro» depreciado é «O brilho não visto da claridade, e não se deixa agarrar, porque ele próprio não agarra»[4], não é do domínio da posse, não obedece à regra das três dimensões.

Porque hoje nos querem outra vez fazer pensar que o ser humano não tem senão as três dimensões acima enunciadas, e que, por conseguinte, aos doentes bastam os cuidados técnicos que lhes são prestados por técnicos, começo por transcrever uma série de factos, que desmentem radicalmente uma tal maneira de pensar e mostram bem a importância da dimensão humana e espiritual do ser humano fragilizado. Os factos que passo a narrar podem ver-se num belo livro, recentemente publicado, da autoria do padre e psicólogo clínico belga Guibert Terlinden[5]. Num segundo momento, apresentarei umas breves linhas sobre a filosofia da prática médica, perfeitamente consonantes com aquilo para que os factos narrados apontam.

2. PREÂMBULO FACTUAL

2.1. Disse-me um agnóstico que os meses passados junto do seu filho, no hospital, constituíram uma extraordinária oportunidade para regressar a si mesmo; não ao seu «eu» egoísta e egocêntrico, mas à dimensão sagrada que habita em nós, e que nos permite viver enraizados, humanos, no fundo. E acrescentou: «É o amor. Ponto!» Os tesouros de sabedoria e de inteligência que mesmo uma criança possui e nos pode transmitir, desde que lhe demos confiança, são imensos!

2.2. Mesmo a doença de Alzheimer não impediu uma senhora, no grande abandono em que se encontrava, de se interrogar e de me interrogar: «Diz-me: “Quando é que somos mais nós próprios?” Decorrido algum tempo, continuou: “É uma questão crucial!” E eu pensei assim comigo mesmo: “Na verdade, o que é que faz com que tenhamos valor, e aos olhos de quem? O que é que constitui a nossa dignidade, o nosso valor: é a nossa autonomia? O grau da nossa inteligência? A capacidade de nos relacionarmos com os outros? A saúde do nosso corpo? A imagem que damos de nós?”

Em quanto eu assim pensava, ali mesmo ao lado, um homem que pensava na eutanásia justificava o seu desejo pelo facto de ser para ele insuportável que os seus vizinhos o vissem morrer! Manter a sua imagem parecia-lhe essencial para manter a sua dignidade pessoal.

2.3. No pólo oposto estava uma professora que tinha lutado toda a sua vida contra as injustiças e o racismo no seu bairro, atitude que lhe tinha acarretado conflitos sem conta com colegas e vizinhos. Mesmo no meio do caos, ela soube sempre encontrar uma maneira humana de viver. Acaba agora de saber, na cama do hospital, que perderá a visão devido a um tumor que tem numa das vistas. Sabendo que eu a acompanhava, o médico que acabou de lhe dar a notícia, pediu-me que a fosse ver logo que pudesse. Sem saber o que lhe dizer, sentei-me ao seu lado. Ela fixou-me com um olhar já quase cego. Mas pouco a pouco, o seu rosto transfigurou-se, como que iluminado por aquela força interior que traduzia toda a sua vida, e talvez também para me dar algum consolo, e diz-me: “Não há problema; olharei para dentro!” Confesso que saí daquele quarto atravessado por uma enorme gratidão para com aquela mulher que, no fim da sua vida, me entregava assim o dom de uma palavra de sabedoria que tinha retirado da experiência da sua vida.

2.4. Outra doente idosa desejava acabar com a sua vida sem sentido. Não se alimenta. Lamenta-se. Apresenta um ar congelado. Sem o saber, ela sabia que ia morrer, mas ninguém tinha coragem de lho dizer. Este silêncio indignava-a. Uma manhã, perguntou-me: “Para quê viver se me tratam como uma boneca”. E explica-se: “Não sei por que é que estou aqui, nem a razão por que me fazem tratamentos”. Objecto abandonado. A partir do momento em que uma palavra verdadeira foi trocada e a sua competência reconhecida, ela pôde exprimir o seu desejo claro de se manter de pé, livre perante a morte, a sua morte.

2.5. Uma mãe acompanhava desde há meses o seu filho, de 19 anos, que sofria de leucemia. Era preciso dar sentido a esta vida que morria, e ninguém sabia como o fazer. A mãe vivia outro problema. Vivia inquieta só de pensar que o seu filho lhe podia pedir que ela lhe dissesse a verdade, e ela não tinha força para o fazer. Até que começou a confessar: “O meu filho teve uma adolescência difícil, houve muitos conflitos entre nós, mas eu tive sempre confiança nele”. E dizia para mim mesma: “No dia em que ele experimentar um grande desafio na sua vida, eu sei que ele terá forças para o vencer. Foi corajoso na luta contra a doença. Para mim, ele cumpriu o seu destino. A sua vida está cheia. Pode partir em paz”. Não obstante as horas difíceis que mãe e filho tinham ainda para viver, esta mãe tomava-me como testemunha do sentido que, pouco a pouco, ela foi conseguindo elaborar.

2.6. Embora soubesse que era perfeitamente inútil o tratamento proposto, um médico justificava assim a sua opção: “Não se pode deixar o doente sem esperança! Tenho de lhe propor algum tratamento!” As enfermeiras, normalmente sensíveis à qualidade de vida, achavam o caso deste doente de tal modo degradante, que iam dizendo: “Viver assim é duro, duro! Não me parece humano obrigar alguém a viver assim!” Neste concerto de pareceres, ouviu-se a voz de uma enfermeira muito jovem: “Porquê tão depressa? Não podemos esperar mais algum tempo?” Estas interrogações existenciais traduzem a nossa dificuldade em ficar simplesmente ao lado de um doente, quando já não temos nada para lhe propor.

Pouco depois da discussão evocada, uma voluntária visita o doente que o médico não queria deixar sem esperança. Como quem não quer ou sabe a coisa, a voluntária pergunta mais ou menos assim: “Então você aceitou uma nova quimioterapia?” Pelo tom da pergunta, o doente percebeu que havia qualquer coisa escondida. Fora de si, gritou para a voluntária: “Você mete-me medo, fora!” Na verdade, esta pergunta “pérfida” fez o doente compreender que já só lhe restava a morte. Mas isso não o deitou abaixo. Quando a voluntária reentrou para pedir desculpa, o doente fala-lhe do caminho interior percorrido: “Você fez-me perder a confiança, mas quero agradecer-lhe: eu sei que era uma confiança enganadora”. Pouco antes de morrer, disse-me: “Vês estes blocos de que se tira todos os dias uma folha com o programa do dia? Tenho a impressão que o meu chegou ao fim… Que devo fazer agora?” No silêncio que se seguiu à pergunta, compreendi que se reuniam muitas coisas até ali dispersas.

É claro que eu não tinha resposta para a sua pergunta. Limitei-me a evocar por meias palavras, quase uma simples alusão sem palavra, dois pequenos encontros que tivemos nas semanas precedentes. No primeiro, tínhamos lido o Evangelho do dia, em que Jesus convida os seus discípulos a nada levarem para o caminho (Lc 9,3). Tínhamos então descoberto que havia entre nós proximidade. Ele descarnado, simplificado pela doença. E eu do mesmo modo, pois não tinha na mão nenhuma solução técnica. Não me restava senão consentir neste despojamento para estar disponível, tanto para ele como para Aquele que eu representava. O outro encontro foi o da unção dos doentes. Ele tinha compreendido bem que não era um acto mágico, mas uma confirmação feliz da sua própria força espiritual. Ele sorriu, como quem se abandona àquilo ou Àquele que infinitamente o ultrapassa. Pouco depois, entrou de pé na morte.

2.7. Com uma emoção repassada de desespero e de impotência, uma doente indignava-se: “É a segunda vez que assisto à morte de uma vizinha de quarto. E uma vez mais, nem uma palavra verdadeira, nem um gesto de atenção e de carinho. Ela estava num momento capital da sua vida, e tudo o que souberam fazer foi distraí-la com criancices! É terrível. Não posso suportar esta brincadeira ridícula! Ninguém a acompanhou…”

2.8. Honremos uma mulher de limpeza, gente muitas vezes negligenciada na sua relação com os doentes. Foi uma delas que me transmitiu o pedido que lhe fez um rapaz que sofria de leucemia. Tinha 16 anos e sentia-se muito só. Os seus pais, com problemas entre si, apenas de longe a longe visitam o filho. Um dia em que esta mulher de limpeza limpava o quarto do rapaz, este diz-lhe: “Posso pedir-te uma coisa?” – “Com certeza, responde a mulher sem hesitar”. – Podes apertar-me com muita força nos teus braços?” Sentando-se na beira da cama, ela abraçou-o com força, como se fosse o seu próprio filho. Sem nada dizer, o rapaz chorou amarga e longamente com um desespero imenso vindo do fundo de si mesmo.

Ela não o podia saber naquela hora, mas, na realidade, foi ela que o assistiu no seu passamento. Ele morreu naquela noite, como se não pudesse partir senão depois de ter tido ocasião de exprimir a alguém, quase sem palavras, o fim da sua luta. Esta grande mulher realizou o acto mais espiritual que pode haver: ser presença humana, maternal, atenta e carinhosa para este rapaz que estava a morrer. Ela deu-lhe a possibilidade de entrar vivo na morte.

2.9. E o que é que faz, lá no fundo, aquela mulher não crente que, no seu esforço por tecer um sentido à volta do seu cancro, me tomou como testemunha, para me dizer: “Se morro de cancro, é porque eu não soube amar e perdoar suficientemente”. E depois de uns instantes de silêncio: “Talvez também eu não tenha sido suficientemente amada… Mas os meus pais fizeram o que puderam. Eu perdoo-lhes”. E num suspiro: “Terei eu feito melhor?” E acrescentou: “Se eu já não tiver tempo, diga por favor aos meus filhos que eu lhes peço perdão pelos eventuais sofrimentos que lhes posso ter causado e de que posso ter sido responsável?”

Esta Mulher já tinha sofrido a ablação dos dois seios, mas tratava-se agora, para ela, de restaurar uma integridade ainda mais fundamental do que a do seu corpo. Esta integridade mais funda e íntima tinha a ver com a sua vida.

3. DIZER A DOR, AMAR A DOR, DAR SENTIDO À DOR

A nossa reflexão continua como começou. Mas agora, reclamando mais a filosofia da prática médica. Escrevia em 1981 o médico e filósofo americano Edmund D. Pellegrino num importante livro, intitulado A Philosophical Basis of Medical Practice. Toward a Philosophy of the Healing Professions («Uma base filosófica da prática médica. Para uma filosofia das profissões de cura»), que a medicina não goza de boa saúde, porque «sofre de abundância de meios e de pobreza de fins»[6]. Neste sentido, refere ainda Edmund Pellegrino, que muitas vezes a Medicina não passa de mera Ciência Médica, em que o médico se dirige a um corpo doente, como a um objecto, a que aplica uma técnica. Mas a Medicina, precisa Pellegrino, consiste num encontro interpessoal que envolve, não um sujeito (o médico) e um objecto (o corpo doente), mas dois sujeitos, o médico e o doente, modificando os dois[7]. De resto, já a medicina Hipocrática – mas ver também Averróis (1126-1198) e Maimónides (1135-1204), e, nos tempos recentes, sobretudo Rof Carballo (1905-1994) e Laín Entralgo (1908-2001) –, tinha por base o modelo relacional. A modernidade organizou os chamados cuidados médicos à volta da acção unilateral de um sujeito, o médico, sobre um objecto, o corpo doente[8]. A medicina tornou-se assim uma medicina-que-vê, isto é, uma medicina-que-não-vê nada mais do que-aquilo-que-vê[9].

É conhecida a definição de SAÚDE, produzida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que já foi aqui lembrada e classificada por Moltmann como maximalista e utópica. Segundo esta Organização Mundial, a SAÚDE é «um estado de completo bem-estar físico, mental e social (…), e não apenas uma ausência de doença ou de enfermidade»! Além de maximalista e utópica, uma tal definição é inacreditável, pois dela se pode deduzir que sempre que alguém seja confrontado com o limite ou a finitude – que é verdadeiramente no que consiste a existência humana! –, estaria no direito de exigir da medicina ou que o cure ou que ponha rapidamente fim à sua existência insana e insensata…[10].

Caminho rápido para uma vida ou morte sem dor, em que a dor ou se cura ou se mata, mas não se vive nem se diz. Não se diz nem a dor nem a morte. Vivemos numa sociedade de coisas e de consumo, em que tudo segue o seu curso até ao fim, e depois se deita fora. Não se pára em nenhum momento para pensar, dizer ou rezar… É assim que surge a morte a «très grande vitesse» ou «très grand vide», a morte TGV[11]!

E, todavia, a dor não é só para doer; é também para se viver e para se dizer, pois é uma experiência humana. E a morte é também para se viver e para se dizer, pois é também uma experiência humana. Se não dizemos a morte, não salvamos a vida. Há no «salvar» muito mais do que «curar»[12].

Expressa-se assim Job, no seu Livro, traduzindo o seu sofrimento:

«16,12Vivia eu tranquilo, quando me esmagou,
agarrou-me pela nuca e triturou-me,

13as suas flechas zuniam à minha volta,

atravessou-me os rins sem piedade (…),

14(…) assaltou-me como um guerreiro» (Jb 16,12-13.14b).

E, mais à frente, grita com toda a sua energia:

«30,21Tu tornaste-te o meu verdugo,

atacas-me com o teu braço forte,

22levantas-me e fazes-me cavalgar o vento,

sacodes-me com a tempestade,

23bem vejo que me atiras para a morte» (Jb 30,21-23).

Ou a oração sincera desde o chão da angústia:

«69,2Salva-me, ó Deus,

que a água me chega ao pescoço.

3Estou enterrado numa lama profunda,

e já não tenho pé» (Sl 69,2-3).

«69,15Arranca-me da lama, para que não me afunde.

Liberta-me dos que me odeiam e das águas sem fundo.

16Que não me arraste a corrente das águas,

que o redemoinho não me engula,

que não se feche a boca do poço sobre mim» (Sl 69,15-16).

Luminosas palavras que a Bíblia registra, dignas, portanto, de Deus e do homem, e que felizmente são anteriores à Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, que as teria mandado retirar «por uma tal ou qual dificuldade de ordem psicológica» (n.º 131).

A Bíblia ensina a dizer. Dizer, dizer, dizer. É assim que o Livro da Sabedoria registra o ensinamento profundo:

«16,12Não os curou (therapeúô) nem erva (botánê) nem medicamento (málagma), mas a tua palavra, Senhor, que tudo cura (iáomai)» (Sb 16,12)[13].

É a Palavra que brota do amor, e não apenas a técnica, é mais, muito mais a palavra que brota do amor do que a técnica, que nos aponta o rumo a seguir quando é de pessoas que se trata; e, por maioria de razão, quando se trata de doentes, que são pessoas humanas fragilizadas. Nenhum medicamento pode substituir esta firme confiança no outro, a que se chama fé[14].

António Couto

[1] Th. HOBBES, Leviathan, or the Matter, Form and Power of a Commonwealth, Ecclesiastical and Civil, Londres, Andrew Crooke, 1951, Cap. 46, cit. por J. THROWER, Breve História do Ateísmo Ocidental, Lisboa, Edições 70, 1982, p. 95. Ver agora, em edição portuguesa, Th. HOBBES, Leviatã ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 3.ª ed., 2002, p. 498.

[2] F. DOSTOIEVSKI, Cadernos do Subterrâneo, Lisboa, Assírio & Alvim, 2000, p. 51 e 55.

[3] E. MORIN, O Método. 2. A vida da vida, Lisboa, publicações Europa-América, s/d, p. 362-363.

[4] M. HEIDEGGER, Essais et Conférences, Paris, Gallimard, 7.ª ed., 1958, p. 340-341.
[5] G. TERLINDEN, J’ai rencontré des vivants. Ouverture au spirituel dans le temps de la maladie, Namur – Paris, Fidélité, 2006, p. 25-40.

[6] E. D. PELLEGRINO, D. C. THOMASMA, A Philosophical Basis of Medical Practice. Toward a Philosophy of the Healing Professions, Nova Iorque, Oxford University Press, 1981, p. VIII. Ver M. T. RUSSO, La ferita di Chirone. Itinerari di antropologia ed etica in medicina, Milão, Vita e Pensiero, 2006, p. 3; M. PELÁEZ, Umanizzare la medicina, in Studi Cattolici, 552, 2007, p. 98-100, cit. P. 98.
[7] E. D. PELLEGRINO, D. C. THOMASMA, Filosofia della medicina, in G. RUSSO (ed.), Bioetica fondamentale e generale, Turim, Società Editrice Internazionale, 1995, p. 173-174. Ver também M. T. RUSSO, Le ferita di Chirone, p. 8-9.
[8] M. T. RUSSO, La ferita di Chirone, p. 21.29s.
[9] M. T. RUSSO, La ferita di Chirone, p. 21.

[10] G. TERLINDEN, J’ai rencontré des vivants, p. 8.

[11] A expressão remonta a L. DES AULNIERS, La mort TGV. Très grande vitesse, très grand vide, in Études sur la mort, 107-108, 1996; ver também G. TERLINDEN, J’ai rencontré dês vivants, p. 68.

[12] G. TERLINDEN, J’ai rencontré des vivants, p. 16.

[13] P. BEAUCHAMP, Sagesse de Salomon: de l’argumentation médicale à la résurrection, in J. TRUBLET (ed.), La Sagesse Biblique. De l’Ancien au Nouveau Testament. Actes du Xve Congrès de l’ACFEB (Paris, 1993), Paris, Cerf, 1995, p. 183.

[14] G. TERLINDEN, J’ai rencontré des vivants, p. 101.

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