A riqueza vital da Oração a partir dos Salmos

Junho 24, 2008

 

1. Pórtico de entrada: títulos, nomes, tonalidade

Do português ao latim, ao grego, depois ao hebraico: Salmos, Psalmi, Psalmoí. No singular, Salmo, Psalmus, Psalmós. Nos LXX, o grego psalmós (de psállein = «tocar um instrumento de corda») é usado para traduzir o termo hebraico mizmôr, que aparece como título de um Salmo por 57 vezes, e que designa sempre um cântico acompanhado por instrumentos de cordas1 .

Leia o resto deste artigo »

Anúncios

Caminhos de pedagogia evangélica

Junho 24, 2008

Os Evangelhos sabem que a história de Jesus que transmitem é a história da manifestação de Deus entre nós. E que não é apenas a história de um homem sábio e justo que nos vem ensinar, ainda que de modo exemplar, como devemos estar diante de Deus. Isso já nós sabíamos e estamos já aptos a saber antes de ouvir ou de ler qualquer Evangelho. Não seria notícia, portanto. Notícia, e boa, é que Jesus tenha vindo mostrar-nos, não como nós devemos estar diante de Deus, mas como é que Deus está diante de nós, em relação a nós. Não como nós nos devemos comportar com Deus, mas antes disso, sempre antes disso, como é que Deus se comporta connosco. É este o espaço da inaudita notícia e da surpresa1.  Leia o resto deste artigo »


«Todos lá nascemos!» A celebração do Mistério Pascal

Junho 24, 2008

 

O Concílio Vaticano II usa reiteradamente a expressão mistério pascal para designar a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, e o seu significado para nós. Este para nós do mistério pascal tem de ser sempre fortemente acentuado e agrafado, uma vez que Cristo – refere o texto conciliar e cantamos nós no Prefácio da Vigília Pascal – «morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando restaurou a nossa vida». É deste CUME que nasce a Igreja e os sacramentos, nomeadamente o baptismo e a eucaristia (SC 5.6.47); é neste LUME NOVO que se acende a celebração do inteiro ano litúrgico, cujo centro é sempre o Domingo e a Páscoa Anual (SC 102.106s.); é esta FONTE que anima todo o quotidiano cristão, devendo informar, desde a raiz, tudo o que fazemos, todas as nossas actividades, todos os nossos comportamentos; mas é ainda neste cume, neste lume e nesta água viva que cada homem de boa vontade, crente ou não crente, será sempre contado, encontrado e conhecido (1 Cor 13,12; Gl 4,9; Fl 3,12) – saiba-o ou não, Deus o sabe (cf. 2 Cor 12,2.3) – para que possa receber ânimo e sentido para a vida e para a morte (GS 22). Leia o resto deste artigo »


Lectio Divina: uma leitura familiar e orante da Bíblia

Junho 24, 2008

 

I. O QUE É A LECTIO DIVINA?
Há um provérbio italiano que diz: «Tra il dire e il fare c’è di mezzo il mare» [= «Entre o dizer e o fazer há o mar de permeio»]. Serve este provérbio para apresentar a Lectio Divina como uma ponte, assente em oito pilares, que atravessa este mar, e que conduz, passo a passo, da análise do texto bíblico, passando pela meditação e oração prolongadas, à transformação da vida. O objectivo da Lectio Divina não é o mero deleite intelectual, o saber, mas a transformação da vida1. Eis então, de forma sumária, os oito pilares em que assenta a ponte da Lectio Divina, que ajudam a atravessar o mar que separa o «dizer» do «fazer», para chegarmos da leitura da Escritura à conversão do coração e à transformação da nossa vida. Leia o resto deste artigo »