PAULO, MODELO DE EVANGELIZADOR (8)


8. Metodologia maternal e paternal: evangelização personalizada e a tempo inteiro

Quem, como Paulo, foi encontrado por Cristo e vive de Cristo a tempo inteiro, tem também de dar testemunho de Cristo a tempo inteiro, com CORAÇÃO MATERNO e PATERNO, gerando filhos[1], dando-os à luz na dor, acalentando-os, exortando-os e consolando-os um a um, portanto, com tempo e total dedicação e persistência e paciência, e o zelo com que um pai guarda com dedicada atenção a filha para o casamento[2], ou chora a separação dos seus filhos, como ele próprio testemunha, escrevendo às comunidades cristãs por ele fundadas[3]:

 

 

«4,14Não querendo envergonhar-vos (entrépôn: part. pres. de entrépô) escrevo estas coisas, mas como meus filhos amados (tékna mou agapêtá) admoestando (nouthetôn: part. pres. de vouthetéô). 15Ainda que tivésseis tido dez mil pedagogos (paidagôgoús) em Cristo, não tendes muitos pais (patéras), pois em Cristo Jesus, por meio do Evangelho, eu vos GEREI (egénnêsa: aor. de gennáô)» (1 Cor 4,14-15).

 

«10Rogo-te pelo meu filho (perì toû emoû téknou), Onésimo, que GEREI (egénnêsa: aor. de gennáô) na prisão» (Flm 10).

 

«4,19Meus filhos (tékna mou), que DOU À LUZ SOFRENDO (ôdínô), até que (méchris hoû) seja formado (morphôthê: conj. aor. pass. de morphóô) Cristo em vós» (Gl 4,19).

 

«11,2Sou, na verdade, zeloso por vós, com o zelo de Deus, pois dei-vos em casamento (hermosámên: aor. médio de harmózô) a um único esposo, como virgem pura (parthénon hagnên), para vos apresentar (parastêsai: inf. aor. de parístêmi) a Cristo (tô Christô)» (2 Cor 11,2).

 

«2,17Nós, porém, irmãos, desfilhados (aporphanisthéntes: aor. pass. de aporphanízô) de vós por um momento, da vista, que não do coração, mais do que nunca estamos ansiosos e com muito desejo de ver o vosso rosto» (1 Ts 2,17).

 

A linguagem é vivíssima, e traduz o amor dilecto e sem restrições deste Pai pelos seus filhos amados. Mas deixa entrever também a relação de filial e terna dependência destes filhos para com o Pai.

De notar a força da locução «em Cristo (Jesus)», usada em sobreposição (1 Cor 4,15), e que será estudada adiante (ponto 9.).

De registrar também o vivo contraste, recurso habitual em Paulo, entre o não querer deixar vermelhos de vergonha (entrépô) os coríntios com as suas advertências fortes (leia-se 1 Cor 4,8-13), mas admoestar (nouthetéô [= noûs títhêmi = «pôr na mente» ou «pôr a mente»; reclama o muito semítico «pôr o coração» (sîm leb)]) os seus filhos amados com carinho (1 Cor 4,14)[4].

Também fica projectado na tela, com toda a luz e com toda a força, que gerar os filhos e dá-los à luz não são actos, mas atitudes a prosseguir até à (méchris hoû) configuração ou conformação com Cristo (Gl 4,19)[5]. Esta é, de resto, a atitude da esperança patente na celebraçção da Ceia do Senhor: «Anunciais a morte do Senhor até que (áchris hoû) Ele venha» (1 Cor 11,26).

Em 1 Ts 2,17, Paulo alude à sua saída forçada de Tessalónica, sentindo-se como que «desfilhado», para aludir à dor que sente um pai quando perde os seus filhos. A cultura grega, como a nossa, dá relevo aos filhos que perdem os pais, e as respectivas línguas designam essas crianças com o termo «órfãos». Há também os pais que perdem os filhos, mas a nossa cultura não lhes dá tanto relevo, e a nossa língua não tem um termo adequado para traduzir essa dor. A cultura hebraica sempre valorizou esta dor desses pais, e tem um termo para a dizer: shekôl, shikulîm[6]. Na verdade, é com shekôl que a língua hebraica traduz o grego aporphanisthéntes de 1 Ts 2,17, que só encontramos aqui em toda a Escritura[7].

Detenhamo-nos agora no grande texto de 1 Ts 2,2-12:

 

 

«2,2Confiados (eparrêsiasámetha: aor. de parrêsiázomai) no nosso Deus, decidimos FALAR (lalêsai) a vós o Evangelho de Deus (tò euaggélion toû theoû) no meio de muita luta (en pollô agôni).

3Na verdade, a nossa exortação (paráklêsis) não nasce do erro nem da impureza nem do engano, 4mas, como fomos aprovados (dedokimásmetha: perf. pass. de dokimázô) da parte de Deus para nos ser confiado (pisteuthênai: inf. aor. pass. de pisteúô) o Evangelho (tò euaggélion), assim falamos (laloûmen), não como aos homens querendo agradar, mas a Deus, que põe à prova (dokimázonti: part. presente de dokimázô) os nossos corações. 5Tão-pouco nos apresentámos com palavras de adulação, como sabeis (kathôs oídate), nem com pretexto de lucro, Deus é testemunha, 6nem procurando dos homens glória, nem de vós, nem de outros, 7podendo estar na qualidade e autoridade de apóstolos de Cristo.

Pelo contrário, tornámo-nos crianças (nêpioi) no meio de vós, COMO UMA MÃE (trophós) que acalenta (thálpê) os próprios filhos (heautês tékna). 8Assim, cheios de afeição por vós (homeirómenoi hymôn), bem queríamos dar-vos (eudokoûmen metadoûnai), não apenas o evangelho de Deus (tò euaggélion toû theoû), mas também a nossa própria vida (tàs heautôn psychás), pois tornastes-vos queridos (agapêtoí) para nós. 9Recordais-vos (mnêmoneúete), de facto, irmãos, da nossa fadiga e do nosso esforço, trabalhando de noite e de dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Foi assim que vos PREGÁMOS (ekêrýxamen: aor. de kêrýssô) o Evangelho de Deus. 10Vós sois testemunhas (hymeîs mártyres), e Deus também o é, de quão puro, justo e irrepreensível tem sido o nosso modo de proceder para convosco, os que acreditais.

11Como sabeis (katháper oídate) como a cada um de vós (héna ékaston hymôn), COMO UM PAI (patêr) aos seus próprios filhos (tékna heautoû), 12exortando-vos (parakaloûntes: part. de parakaléô) e encorajando (paramythoûmenoi: part. de paramythéomai) e confirmando (martyrómenoi: part. de martýromai), para que caminheis de modo digno a Deus, que vos está a chamar (kaloûntos: part. de kaléô) ao seu Reino e à sua glória» (1 Ts 2,2-12).

 

Não são precisas muitas explicações. A confiança, expressa na parrêsía (1 Ts 2,2)[8], na aprovação (dokimázô)[9] e na pístis [emunah] (1 Ts 2,4)[10], é a condição para falar (laléô) o Evangelho de Deus (1 Ts 2,2 e 4), o bom dizer de Deus. «Acreditei, por isso falei (epísteusa, diò elálêsa); também nós acreditamos, e por isso falamos (kaì hêmeîs pisteúomen, diò kaì laloûmen)» (2 Cor 4,13). No grego bíblico, o verbo laléô é um dos marcadores da revelação de Deus[11], e Paulo acentua essa dimensão, pois põe em paralelismo laléô e kêrýssô (2,2 e 9)[12].

Também são marcadores da revelação de Deus as metáforas, aqui em contraste e sobreposição, da criança e da mãe, da dependência e pequenez e da dedicação condescendente (1 Ts 2,7). Apóstolos como crianças (népios), sem preconceitos ou prestígio a defender, que tudo recebem com simplicidade e alegria, e apóstolos como mães cheias de ternura, que se dão completamente aos seus filhos[13].

Népios significa, à letra, «criança de peito», e, em sentido translato, «imaturo», «inocente», «dependente»[14]. E trophós não significa exactamente «mãe», mas «ama de leite»[15]. Mas como é dito logo a seguir que acalenta os próprios filhos, então é uma «ama» que é mãe, uma mãe que amamenta[16]. O primeiro significado do verbo thálpô, que traduzimos por «acalentar» (1 Ts 2,7), é «aquecer» ou «chocar», como se encontra em Dt 22,6 [a ave-mãe no ninho sobre os filhos ou sobre os ovos] e em Jb 39,14 [a avestruz guarda os ovos na areia para os aquecer], e tem como sentido novo «cuidar com carinho», como se pode ver em Ef 5,29, para traduzir o relacionamento do marido e da esposa[17]. É indubitável que thálpô transporta neste contexto maternal uma grande carga de afecto, logo sublinhada pelo uso do verbo raro homeíromai [= sentir afeição], que traduz uma relação de particular ternura e entranhado afecto[18]. Evangelho total: o dom da salvação (euaggélion) e o dom da própria vida (psychê) (1 Ts 2,8). O dom da vida (psychê) não significa, neste contexto, disposição para o martírio estrito[19], mas condividir (metadoûnai) diariamente aquilo que constitui a vida: o tempo, as energias, a saúde[20]. É o que Paulo faz pelos cristãos de Corinto, consumindo-se totalmente, na activa e na passiva, património pessoal, não material, para e pelos seus filhos[21]:

 

 

«12,14Eis que é a terceira vez que estou pronto a vir ter convosco, e não serei um peso (katanarkáô)[22], pois não procuro (zêtéô) as vossas coisas (tà hymôn), mas vós (allà hymâs). Não são, na verdade, os filhos (tà tékna) que devem entesourar (thêsaurízô) para os pais, mas os pais para os filhos. 15Quanto a mim, de bom grado me consumirei e serei consumido (dapanêsô kaì ekdapanêthêsomai) pela vossa vida (hypèr tôn psychôn hymôn)» (2 Cor 12,14-15).

 

É o que Prisca e Áquila fizeram por Paulo, arriscando a cabeça pela vida dele:

 

«16,3Saudai Prisca e Áquila, os meus cooperadores em Cristo Jesus, 4os quais pela minha vida (hypèr tês psychês mou) a sua cabeça arriscaram» (Rm 16,3-4).

 

Aí está um particular gesto de carinho de um pai que procura os seus filhos, eles mesmos, não os seus bens. Procura de um encontro que é um fim em si mesmo, sem meios[23].

A preposição hypér com genitivo é, nos contextos apresentados, uma expressão de forte carga teológica e técnica para indicar a oferta de Cristo por nós (hypèr hêmôn) ou por todos (hypèr pántôn) ou pelos nossos pecados (hypèr tôn hamartiôn hêmôn): Rm 5,8 (hypèr hêmôn); Rm 8,32 (hypèr hêmôn); 2 Cor 5,14-15 (hypèr pántôn); 2 Cor 5,21 (hypèr hêmôn); Gl 2,20 (hypèr hemoû); Gl 3,13 (hypèr hêmôn); 1 Ts 5,10 (hypèr hêmôn); 1 Cor 15,3 (hypèr tôn hamartiôn hêmôn); Gl 1,4 (hypèr tôn hamartiôn hêmôn). Tem a sua consagração na instituição da Eucaristia: «Isto é o meu corpo, que é para vós (tò hypèr hymôn)» (1 Cor 11,24)[24]. Saudemos esta imensa, concreta, inteira dádiva da vida por amor no quotidiano da vida cristã. Caminho de sentido que vem da Cruz e para ela aponta. A vida dada, no quotidiano como na Cruz, é dádiva de amor, bondade pura, beleza transparente e permanente. Não o belicoso in hoc signo vinces. Não heroicidade do tipo kamikaze. Nem dolorismo ou sofrimento pelo sofrimento (ver atrás. Ponto 5.).

De notar ainda o imperfeito eudokoûmen [= bem queríamos][25], que traduz o carácter continuado da dádiva da vida ou da condivisão[26]. Mas esta atitude carinhosa e próxima, familiar, de radical doação, produz naturalmente os seus efeitos, derrubando todo o tipo de barreiras, e fazendo nascer atitudes novas de afecto entranhado. Debrucemo-nos com atenção e carinho sobre os dizeres cheios de ternura de Fl 1,7-8 e 2,19-22[27]:

 

 

«1,7Como é justo para mim isto pensar acerca de todos vós, pois tenho-vos no coração (en tê kardía), a vós que, nas minhas prisões e na defesa (apología) e confirmação (bebaíôsis) do Evangelho, todos sois comparticipantes (synkoinônoús) da graça a mim dada. 8Minha testemunha (mártys) é Deus, de como desejo (epipothéô) a todos vós na ternura (en splágchnois) de Cristo Jesus» (Fl 1,7-8).

 

«2,19Espero, pois, no Senhor Jesus, mandar-vos em breve Timóteo, para que também eu fique de bom ânimo (eupsychéô)[28] ao saber notícias de vós. 20Não tenho, na verdade, ninguém de igual ânimo (isópsychon)[29], que com “generosidade” (gnêsíôs)[30] das vossas coisas cuide (tà perì hymôn merimnêsei). 21Todos, na verdade, as suas próprias coisas procuram (tà heautôn zêtoûsin), e não as coisas de Cristo. 22A prova (dokimê)[31] dele conheceis, pois como um filho (téknon) para com o pai (patrí) serviu comigo a causa do Evangelho» (Fl 2,19-22).

 

O afecto é uma linguagem que todos entendem e apreciam. Olhando atentamente para Paulo, não podemos deixar de nos espantar com a intensidade afectiva do seu relacionamento com as pessoas e comunidades[32], e também não podemos deixar de perguntar se amamos, de facto, as pessoas, as comunidades cristãs e a Igreja, ou se actuamos como meros funcionários ou frios executores de ordens alheias[33].

Depois de ter comparado o trabalho dos Evangelizadores de Tessalónica com o de uma Mãe dedicada e carinhosa (1 Ts 2,7-10), Paulo recorre agora, em paralelismo, à imagem do Pai, para descrever, numa longa frase participial, a extremada, paciente e personalizada dedicação dos Evangelizadores de Tessalónica para com cada um dos seus filhos (1 Ts 2,11-12).

Olhando outra vez para o inteiro texto, não podemos deixar ainda de anotar a constante interacção e implicação com a comunidade, bem patente nas expressões «como sabeis» (1 Ts 2,5 e 11), «recordais-vos» (1 Ts 2,9), «vós sois testemunhas» (1 Ts 2,10), criando assim uma intensa articulação bilateral «nós-vós»[34]. Mas há que considerar ainda a muito bela e muito paulina «relação triangular» ou «trilateral», que reclama permanentemente a ligação «nós, Deus e a comunidade», que se faz sentir particularmente na I Parte de 1 Ts (1,2-3,13), mas que se faz sentir também no resto da Carta[35]. O belo texto sobre Timóteo (Fl 2,19-22) mostra outra particularidade muito paulina, a que vou chamar, no seguimento da caracterização de Albert Vanhoie que acabei de evocar, «relação quadrangular» ou «quadrilateral», pois deixa ver a articulação «eu, ele, Deus e vós (comunidade)». A inserção do novo elo «ele» traz para a cena a importância que Paulo dá aos seus cooperadores.

(continua no próximo post)

António Couto


[1] A locução ganha mais força no caso de Onésimo (Flm 10), pois um escravo carregava a vergonha de não poder referir a sua filiação, ou porque não o sabia desde o princípio, ou porque tinha sido cancelada. Ver M. BARTH, H. BLANKE, The Letter to Philemon, p. 141.

[2] Esta imagem impõe-se em 2 Cor 11,2, uma vez que Paulo usa noutros contextos a imagem «pai-filhos» para descrever a sua relação com a comunidade de Corinto (1 Cor 4,14-15; 2 Cor 12,14). Ver M. J. HARRIS, The Second Epistle to the Corinthians, p. 734-738.

[3]L. DE LORENZI, La vida spiritual de Pablo, p. 92 e 107.

[4]A. C. THISELTON, The First Epistle to the Corinthians, p. 357-369.

[5] Acerca deste nascer e formar-se de Cristo em nós, ver B. R. GAVENTA, The Maternity of Paul: An Exegetical Study of Galatians 4,19, in R. T. FORTNA, B. R. GAVENTA (eds.), The Conversation Continues: Studies in Paul and John, Nashville, Abingdon, 1990, p. 189-201.

[6] Ver, a propósito de Is 49,20-21, P. BONNARD, Le Second Isaïe, son Disciple et leurs éditeurs (Isaïe 40-66), Paris, Gabalda, 1972, p. 226.

[7] Primo Gironi traduz por «tendo ficado órfãos», e Simon Legasse refere que, neste contexto, o verbo aporphanízô não tem de traduzir a dor do luto, mas pode bem traduzir apenas a dor da separação. Ver P. GIRONI, Paolo come «madre» e come «padre», in Paulus. International Magazine on Saint Paul, Ano I, n.º 4, 2008, p. 11; S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 168, nota 3.

[8] H.-Chr. HAHN, Confianza, valentía (parrêsía), in L. COENEN, E. BEYREUTHER, H. BIETENHARD (eds.), Diccionario teológico del Nuevo Testamento, I, p. 295-297. parrêsía = pâs rêsis [= toda a palavra], da mesma raiz de rêma: eírô [= dizer]. Toda a palavra é  toda a liberdade e confiança.

[9]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 118-119.

[10]O. MICHEL, Fe (pístis), in L. COENEN, E. BEYREUTHER, H. BIETENHARD (eds.), Diccionario teológico del Nuevo Testamento, II, p. 175-184.

[11] I. DE LA POTTERIE, The Hour of Jesus: The Passion and the Resurrection of Jesus according to John, Nova Iorque, Alba House, 1989, p. 44; I. DE LA POTTERIE, La vérité dans Saint Jean, Roma, Biblical Institute Press, 1977, p. 40-42; I. DE LA POTTERIE, Studi di Cristologia Giovannea, Génova, Marietti, 3.ª ed., 1992, p. 93; M. J. HARRIS, The Second Epistle to the Corinthians, p. 352.

[12]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 91 e 113.

[13] A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 88-91.

[14]P. MARECEK, La preghiera di Gesù nel vangelo di Matteo. Uno studio esegetico-teologico, Roma, Pontificia Università Gregoriana, 2000, p. 33; R. DI PAOLO, Il servo di Dio porta il diritto alle nazioni. Analisi retorica di Matteo 11-12, Roma, Pontificia Università Gregoriana, 2005, p. 67. Ver também o estudo alargado de S. LÉGASSE, Jésus et l’enfant. «Enfants», «petits», et «simples» dans la tradition synoptique, Paris, Gabalda, 1969, p. 168-185.

[15] Em Rm 16,12 são saudadas duas «trabalhadoras» do Evangelho, que dão pelos nomes de Trifena e Trifosa, provavelmente aludindo a este termo terno e intenso de trophós. Para esta alusão, ver P. GIRONI, Paolo come «madre» e como «padre», in Paulus. International Magazine on Saint Paul, Ano I, n.º 4, 2008, p. 11.

[16]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 125.

[17]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 125, e nota 6; A. WODKA, Una teologia bíblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 90, e nota 52.

[18]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 126, e nota 2; A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 91, nota 55.

[19]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 127

[20] G. HARDER, Alma (psychê), in L. COENEN, E. BEYREUTHER, H. BIETENHARD (eds.), Diccionario teológico del Nuevo Testamento, I, p. 98.

[21]A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 96-97, e nota 70.

[22] Em todo o grego bíblico, este verbo é usado apenas nesta Segunda Carta aos Coríntios, e conta apenas três menções (2 Cor 11,9; 12,13 e 14). Na sua base está o «narcótico» (nárkê), que entorpece e anestesia as pessoas, deixando-as como um peso morto. «Peso» é, assim, o uso figurado deste verbo. Ver problemática alargada em M. J. HARRIS, The Second Epistle to the Corinthians, p. 760.

[23]A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 96.

[24]A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 97, nota 71.

[25]Imperfeito com omissão de aumento. Ver S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 126, nota 3.

[26]A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 91.

[27] C. M. MARTINI, Il Vangelo di Paolo, p. 67-68.

[28] Usado só aqui no NT, encontra-se, porém, fora dos textos bíblicos. O verbo traz uma nota de alegria. J. L. SUMNEY, Philippians, p. 60.

[29] Adjectivo só usado aqui no NT, e raro na literatura em geral. J. L. SUMNEY, Philippians, p. 60.

[30]Qualidade de quem é igual a si mesmo. De gínomai [= nascer], raiz gen, latim genus. Os hebreus dizem beleb shalem [= com o coração inteiro].

[31] Só se encontra nos textos paulinos (Rm 5,4; 2 Cor 2,9; 8,2; 9,13; 13,3), e é de uso raro na literatura em geral. Diz-se a alguém com provas dadas, que é dókimos. Deriva do verbo dokimázô, «submeter a um teste», «a uma prova». J. L. SUMNEY, Philippians, p. 61.

[32] J.-Cl. INGELAERE, Paul et l’exercice de l’autorité apostolique, 133; S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 69.

[33] A. WODKA, Una teologia biblica del dare nel contesto della colletta paolina (2 Cor 8-9), p. 87.

[34]S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 69.

[35]Particularmente A. VANHOIE, La Composition de 1 Thessaloniciens, in R. F. COLLINS (ed.), The Thessalonian Correspondance, Lovaina, Leuven University Press, 1990, p. 83-84. Ver também S. LÉGASSE, Les Épîtres de Paul aux Thessaloniciens, p. 69-70.

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