TRINDADE: A CHAVE É O AMOR


 

1. Na Triadologia do NT, preparada pelo AT, Deus, enquanto dádiva suprema fundante, é o Pai. Mas a dádiva suprema do Pai, infinita riqueza, constitui o Filho, infinita pobreza, que tudo recebe[1]. Mas, ao receber tudo, infinita recepção, o Filho volta a dar tudo numa infinita doação sem defesa e sem limites. E esta comunhão-comunicação-vida-amor de si a si, circular, vertiginosa, tranquila e imperecível, constitui o Espírito Santo[2], a Pessoa-Dom incriado[3], o Dom que vem de si mesmo a si mesmo, Dom de si a si, o Dom absolutamente um com ele mesmo, o Dom idêntico ao Ser[4].

2. Esta feliz definição, se bem compreendida e explorada, pode trazer importantes consequências práticas. A nossa experiência ensina-nos como nós somos sensíveis ao Dom, como o nosso coração se abre diante do Dom. O Dom tem uma força própria. Não é uma força exterior que se imponha desde fora. É uma força interior, persuasiva, suave e calorosa, que move o coração desde dentro, quebrando toda a dureza e resistência. O Dom é uma terceira realidade entre mim e o meu amigo. O meu amigo quer dar-se a mim por amor. Mas não pode deixar de ser ele, para passar a ser eu. Eu quero dar-me ao meu amigo por amor, mas não posso deixar de ser eu, para passar a ser ele. Aliás, se esta fusão pudesse acontecer, punha termo ao amor existente entre mim e o meu amigo. O Dom provém da alteridade e garante a alteridade. Provém da intencionalidade da união entre mim e o meu amigo, mas garante também a nossa alteridade. O Dom é o meu amigo dando-se a si mesmo a mim por amor e sou eu recebendo o meu amigo por amor, princípio e termo da doação. Em Deus, o Pai dá-se ao Filho por amor – princípio da doação –, mas não perde a sua dimensão paterna, tornando-se Filho; do mesmo modo que o Filho, acolhendo o dom da paternidade por amor – termo da doação –, não anula a sua determinação filial, tornando-se Pai. Uma acção requer sempre a outra para se completar, estando as duas pessoas reciprocamente implicadas. Entre mim e o meu amigo, o Dom é um objecto, mas quanto mais intensamente é Dom, isto é, quanto mais significa a nossa doação íntima e pessoal, menos é um objecto materialmente determinado. Por isso eu gasto tanto tempo até encontrar o Presente que quero oferecer ao meu amigo, um objecto que signifique a nossa intimidade. Em Deus, entre o Pai e o Filho, o Dom é o Espírito, Pessoa divina subsistente, distinto do Pai e do Filho, dos quais procede, mas distinto também do acto da doação, de que é o efeito[5] e a significação. Se ele fosse o acto da doação, não constituiria uma pessoa subsistente, pois não existiria como tal; seria a soma de duas pessoas, não uma terceira[6].

O Espírito, Pessoa-Dom incriado, é o protagonista da missão e de toda a vida eclesial. É, porém, um protagonista silencioso como o Dom é silencioso. Silencioso, mas eficaz. A sua acção calorosa processa-se, não com palavras sensíveis que afectam os órgãos da audição (Rm 8,26), mas na interioridade da inteligência da fé num «gemido sem palavras» (stenagmòs alálêtos) (Rm 8,26)[7], avivando as brasas do desejo da Palavra primeira e criadora no coração de cada homem, debaixo de qualquer céu. É que a acção calorosa do Espírito-Dom não se limita a certos países, línguas, povos, etnias, religiões, e nem sequer tem um alcance limitado como é limitado o alcance daquele que usa as cordas vocais (ou mesmo os meios de comunicação social) para se fazer ouvir. Ele está para além de todas essas barreiras, pois actua directamente na inteligência e no coração de cada homem[8]. E em termos de inteligência e de coração, em termos de humanidade e intimidade, são iguais o chinês, o português e o inglês, o católico, o hinduísta e o muçulmano…

 

3. A grande teologia bíblica está atravessada por este Mistério (mystêrion) do Amor de Deus – que é Deus vindo ao mesmo tempo de si mesmo e a si mesmo –, Mistério escondido eternamente em Deus (Rm 16,25; Ef 3,9; Cl 1,26), mas já presente e actuante na história dos homens desde a Criação (Jo 1,3; Cl 1,16) e agora dado a conhecer (gnôrízô) em Cristo (Rm 16,25-26; Ef 1,9; 3,3.10; Cl 1,27), tornando-se, portanto, Mistério conhecido (!), Revelação divina gratuita – doação do Dom e dicção do Dito –, totalmente entregue aos homens, para a viverem totalmente. Este «para nós» do Mistério do Amor de Deus é o Propósito (próthesis) eterno divino (Rm 8,28; Ef 1,11), a Vontade (thélêma) eterna divina (Gl 1,4; Ef 1,5.9.11) – em Deus, pensamento, expressão, comunicação, efeito, Alfa e Omega, são simultâneos e coeternos – de elevar a nossa humanidade a viver por graça ao nível da sua divindade (2 Pe 1,4; 1 Jo 3,2). Se, na grande teologia bíblica, o homem confessa que Deus se revela, confessa então que Deus é o acto de se revelar. E, então, o Mistério de Deus é a sua revelação, e a sua revelação é o seu Mistério. Nesse sentido, Deus vem a si mesmo como vem ao mundo. E quando Deus se comunica e se manifesta ao mundo, trata-se verdadeiramente de uma comunicação de si a si e de uma manifestação de si a si. Donde: comunicação-manifestação de Deus ao mundo [= comunicação-manifestação de Deus a si mesmo][9].

 

4. No centro deste Mistério do Amor de Deus em acção na história dos homens está a Missão do Filho de Deus com o Espírito Santo, que é o Mistério de Cristo (Ef 3,4), que é Cristo em nós (Cl 1,27) e nós em Cristo (Rm 8,28-30). Assumindo a nossa condição humana por puro Dom de Amor total, concebido e nascido na sua/ nossa humanidade por Amor, com o nome «Jesus», não da carne e do sangue, mas do Espírito Santo (Mt 1,18; Lc 1,34-35; cf. Jo 3,6)[10], tendo recebido na sua / nossa humanidade a plenitude do Espírito Santo no Baptismo do Jordão (Lc 4,1; cf. Jo 1,32-33)[11], e tendo-o recebido de novo, na sua / nossa humanidade Crucificada, Ressuscitada e Glorificada (Act 2,32-33; 1 Cor 15,45.49) na Morte / Ressurreição que é o Baptismo consumado (Lc 12,49-50)[12], Ele pode agora, enquanto Homem verdadeiro divinizado, tornado na sua / nossa Humanidade «Espírito vivificante» (pneûma zôopoioûn) (1 Cor 15,45), dar o Espírito Santo aos outros homens seus irmãos, vivos e mortos (Jo 19,30.34; 20,22; Act 2,32-33; 1 Cor 15,49).

 

5. No decurso da sua vida terrena ainda não podia dar o Espírito, embora o possuísse em plenitude. Anota cuidadosamente o Evangelista que «não havia ainda Espírito, porque Jesus ainda não fora glorificado (Jo 7,39). Na verdade, na Economia divina, «Economia da carne», como dizem os Padres, porque a carne decaiu, a carne devia levantar-se, e onde a carne tinha sido vencida, a carne devia vencer (S.to Ireneu). Foi por isso necessário que o Verbo Deus  assumisse a condição do Adão antigo «numa carne semelhante à do pecado» (Rm 8,3), «feito pecado por causa de nós» (2 Cor 5,21), «tornado maldição por causa de nós» (Gl 3,13), sujeito, enfim, à morte. Sem esta, não se verificava a assunção completa da nossa condição (Hb 2,9.14a.17)[13]. Assumiu, portanto, as consequências do nosso pecado, sem se tornar, no entanto, cúmplice do pecado (Hb 4,15; 1 Pe 2,22). Impunha-se que fosse sem pecado, para poder enfrentar a morte, não como quem lhe é naturalmente devedor, mas num acto de pura generosidade. Não bastava ser sem pecado. Ao ser sem pecado era necessário juntar uma atitude de puro amor subversivo (Hb 2,10.14b.18)[14]. No decurso da sua vida terrena, nem a sua união com Deus, nem a sua união com os homens, tinham atingido a sua perfeição: enquanto homem terreno, Jesus não estava perfeitamente unido a Deus na glória: era necessária uma transformação radical da sua humanidade; mas tão-pouco a sua solidariedade com os homens estava completa. É só após ter efectuado esta assimilação total, que a «carne do Verbo Deus» opera agora aquela que é a máxima operação divina: dar o Espírito Santo, vivificar-nos com o contacto do seu corpo pneumatóforo[15]. De facto, é só no fim da sua vida terrena, no extremo da sua incarnação levada até ao extremo – que comporta a sua morte e a sua ressurreição, a glorificação da sua humanidade –, que podemos proclamar a identidade (de ideîn)[16] de Jesus como Filho Deus, obra do Espírito em nós. Por isso, só quando Jesus desaparecer na Glória, o Espírito pode vir para nós. Todas as palavras relativas ao Paráclito, o atestam à sua maneira. Todas falam do envio do Espírito Santo Paráclito no futuro (Jo 14,16.26; 15,26; 16,13-15)[17]. O contexto da quarta referência é particularmente elucidativo: «se eu não for, o Paráclito não virá para vós; mas se eu for, eu enviá-lo-ei para vós» (Jo 16,7). A razão não está em que Jesus, que está corporalmente presente, deva desaparecer para que a sua «espiritualidade» possa ser tornada presente, mas em que uma exegese do Verbo feito carne, na sua totalidade, «na verdade toda» (en tê alêtheía pásê) (Jo 16,13), não pode realizar-se senão a partir do momento em que Ele é proferido até ao fim, o que comporta a sua morte e ressurreição[18].

 

6. O Espírito Santo é assim a Dádiva de Deus (hê dôreà toû theoû) (Act 2,38; 8,20; 10,45; 11,17; Hb 6,4; cf. Lc 11,9.13)[19] que vem a nós sempre da única Fonte inexaurível que é a Humanidade Crucificada, Ressuscitada e Glorificada do Senhor. É só aí e daí, mediante adesão sacramental ao seu Corpo pneumatóforo – «quem adere (kolláô)[20] ao Senhor torna-se com Ele único Espírito» (1 Cor 6,17) –, que recebemos a nossa verdadeira identidade, a filiação divina (hyiothesía) (Rm 8,15-16; Gl 4,5), e ousamos rezar «Abba, Pai!» (Gl 4,4-6; Rm 8,15.26-27) e proclamar «Senhor é Jesus!» (1 Cor 12,3; Fl 2,11). É verdade que «o Espírito sopra onde quer» (Jo 3,8), em qualquer povo, debaixo de qualquer céu, avivando as brasas do desejo inscrito na nossa carne humana, mas vem a nós somente através da Humanidade Crucificada, Ressuscitada e Glorificada do Senhor Jesus, e é para lá que remete e reconduz sempre, desvendando e saciando o nosso desejo do Filho. O Espírito Santo não Se revela – «não falará de si mesmo» (Jo 16,13)[21] –, mas revela sempre na Humanidade Crucificada, Ressuscitada e Glorificada do Senhor Jesus o Filho de Deus. E só o Filho de Deus, concebido e nascido na sua / nossa Humanidade – Jesus –, Crucificado, Ressuscitado e Glorificado na sua / nossa Humanidade, dador do Espírito Santo e por Ele revelado, pode revelar o Pai. Tudo vem do Pai, mediante o Filho, no Espírito; tudo volta ao Pai, mediante o Filho, no Espírito.

 

7. O Espírito Santo Deus, Dádiva total do Pai e do Filho, Divina Comunhão (2 Cor 13,13; Fl 2,1), e que brota para nós da única Fonte sacramental da Humanidade Crucificada, Ressuscitada e Glorificada do Senhor, está operante na nossa humanidade e na nossa história. Vindo (Jo 15,26; 16,7.8.13)[22] Ensinando (Jo 14,26; 1 Jo 2,20.27)[23] e Recordando (Jo 14,26)[24], Conduzindo (Jo 16,13)[25], Recebendo (Jo 16,14.15) e Anunciando (Jo 16,13.14.15)[26], Testemunhando (Jo 15,26)[27], Dando (1 Cor 12,7.8) e Edificando (1 Cor 14,3.4.5.12.26)[28], Vivificando (Jo,6,63; Rm 8,10; 2 Cor 3,6)[29], Ele (ekeînos)[30] é o verdadeiro protagonista da mesma Missão Filial Baptismal do Senhor que a Igreja Fiel Baptizada e Confirmada deve prosseguir, para dela viver e para dela fazer viver, como ficou documentado de forma paradigmática na vida das comunidades cristãs nascentes, tal como atestam as Cartas de S. Paulo e o inteiro Livro dos Actos dos Apóstolos.

 

8. Vindo, Recebendo, Ensinando, Recordando, Conduzindo, Testemunhando, Dando, Edificando. O Espírito Paráclito recebe (lambánô) do que é de Jesus (Jo 16,14.15), do mesmo modo que Jesus recebeu do Pai (Jo 10,18; Ap 2,28), que lhe deu tudo o que tem e é. Do mesmo modo, o ensinamento (didachê) do Espírito Paráclito é o mesmo que Jesus fez e que recebeu do Pai, mas vem depois do de Jesus (Jo 14,26), e processa-se, ao contrário do de Jesus, não com palavras sensíveis que tocam os órgãos da audição de um público determinado, mas na interioridade da inteligência da fé, avivando as brasas do desejo da Palavra primeira e criadora no coração de cada homem, debaixo de qualquer céu[31]. Este ensinamento interior do Espírito é comparado à unção de óleo (chrísma) que penetra lentamente, como diz o Apóstolo: «Vós recebestes a unção (chrísma) que vem do Santo e todos conheceis (oídate)» (1 Jo 2,20); ou então: «a unção (chrísma) dele vos ensina (didáskei) acerca de todas as coisas» (1 Jo 2,27). Cumpre-se assim a profecia de Jr 31,31-34 (38,31-34 LXX) que refere que «todos me conhecerão (eidêsousin)» com uma ciência que não resulta da instrução, mas que é incutida por Deus no coração[32]. Do mesmo modo, a acção de recordar (hypomimnêskô) (Jo 14,26) não tem nada de comum com a memória banal de um acontecimento ordinário, mas implica uma compreensão nova dos factos e palavras de Jesus e de todo o AT. Jesus tinha dito que reconstruiria o Templo? Na verdade, ele falava do seu próprio corpo (Jo 2,22). Jesus tinha entrado em Jerusalém montado num jumento? Na verdade, realizava a profecia de Zc 9,9 (Jo 12,16). Nos dois casos, é dito que os discípulos «se recordaram» (mimnêskomai). O Espírito dá-lhes a inteligência da vida e da paixão de Jesus e de todo o AT. Nesta acção de recordar, o passado é reclamado, não para suscitar em nós o orgulho pela obra feita, mas para salientar o excesso do dom, deixando-nos em estado de recitação[33] que provoca em nós a decisão de nos empenharmos no presente para respondermos agora ao dom que sempre nos precede[34]. É assim que o Espírito actua na memória viva da Igreja: provocando a recitação da criação e avivando o desejo da filiação.

 

9. «Ó abismo de riqueza e sabedoria e conhecimento de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! (…) Porque d’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele a glória pelos séculos, ámen!» (Rm 11,33 e 36).

 

António Couto

 


[1] Neste sentido, o Verbo é o Filho, não antes de mais porque revela o Pai ou porque lhe obedece, mas porque foi gerado por ele, isto é, recebeu a vida que desde sempre lhe é concedida pelo Pai, do mesmo modo que Deus é o Pai porque desde sempre gerou e dá a vida ao Filho. Assim, Deus revela-se não apenas como Pai que dá a vida, mas também como Filho que a recebe. Ver G. C. PAGAZZI, «Unico Dio generato» (Gv 1,18). Idee per una cristologia del «Figlio», in Teologia, 23, 1998, p. 66-99.

[2] X. PIKAZA, Antropología biblica, p. 525-532.

[3] JOÃO PAULO II, Dominum et Vivificantem, 10.23.50; JOÃO PAULO II, Catechesi sul credo. III. Credo nello Spirito Santo, Cidade do Vaticano, Editrice Vaticana, 1992, p. 287-289. Ver também o excelente R. LAVATORI, Lo Spirito Santo dono del Padre e del Figlio. ricerca sull’identità dello Spirito come dono, Bolonha, EDB, 2.ª ed. revista e actualizada, 1998, todo.

[4] Y. LABBÉ, L’icône-Parole incréée. Essai de théologie trinitaire selon l’ordre du langage, in Revue des Sciences philosophiques et théologiques, 68, 1984, p. 333.

[5] O facto de ser o efeito da doação não implica qualquer subalternidade ou secundariedade, dado que, em Deus, pensamento, expressão, comunicação, efeito, alfa e omega, são simultâneos e coeternos.

[6] R. LAVATORI, Lo Spirito Santo dono del Padre e del Figlio, p. 262-263, e nota 13.

[7] A força do Espírito está antes das palavras e para além das palavras. Em 1 Cor 12-14, Paulo critica os Coríntios sobretudo por, através da glossolalia, quererem levar o Espírito à letra, o que vinha a ser a negação do Espírito.

[8] JOÃO PAULO II, Dominum et vivificantem, 53; JOÃO PAULO II, Redemptoris Missio, 28.

[9] Y. LABBÉ, L’icône-Parole incréée, p. 324.

[10] Estamos perante um novo paradigma de filiação. Os antigos processos de filiação legítima eram da ordem da fisiologia e da biologia. Só assim alguém se inscrevia na genealogia patriarcal. Agora, o ventre da mulher não tem de estar necessariamente referido aos cromossomas masculinos, mas a uma Palavra, que abre um novo horizonte e dá um novo significado à corporeidade, à sexualidade e à vida humana enquanto tal. É o paradigma criacional, profético, vocacional, na sua fase mais profunda, versus o paradigma patriarcal, biológico-genealógico. O novo paradigma inclui a mulher, excluída no antigo. Ver M. NAVARRO PUERTO, Nacido de mujer (Gal 4,4): perspectiva antropológica, in Ephemerides Mariologicae, 47, 1997, p. 327-337.

[11] Esta plenitude é indicada pela expressão de Lucas «cheio de Espírito Santo» (plêrês pneúmatos hagíou) (4,1) – em que o adjectivo plêrês indica, não a passividade de quem está cheio, mas a condição natural, original, activa, de quem possui a Plenitude do Espírito Santo, que o permeia por inteiro, e faz dele o único Portador do Espírito já antes da Ressurreição – e pelos particípios presentes durativos («descente e permanecente»: katabaînon kaì ménon) de João (1,33). «Permanecente» (ménon), anota só João, vincando o contraponto com Gn 6,3, em que o Espírito não permaneceu (verbo kataménô). Para o texto de Lucas, ver T. FEDERICI, Per conoscere Lui e la potenza della Resurrezione di Lui, III, Roma, Dehoniane, 1988, p. 112-113; A. SALAS, El “Pneuma” y la misión de Jesús en el tercer evangelio, in Trinidad y Misión, «Semanas de Estudios Trinitarios» 15, Salamanca, 1981, p. 13-29. Para o texto de João, ver T. FEDERICI, Cristo Icona del Padre nello Spirito Santo, Roma, Pontificia Università Urbaniana, 1985, p. 62-63.

[12] O texto soa assim: «O fogo eu vim trazer sobre a terra, e como estou sob stress (synéchômai) até que ele seja consumado (telesthê, aoristo conjuntivo passivo de teléô [= levar à perfeição])»! A missão filial baptismal recebida no baptismo do Jordão cumprir-se-á no baptismo da Cruz Gloriosa com a Dádiva do fogo do Espírito.

[13] A. VANHOYE, Situation du Christ, p. 369 e 371.

[14] A. VANHOYE, Situation du Christ, p. 349-350.352-356.

[15] T. FEDERICI, Per conoscere Lui, III, p. 553-555.

[16] No sentido do quarto Evangelho que traduz assim o ver para além das aparências para alcançar o íntimo, conhecer a verdadeira identidade de Jesus. B. MAGIONNI, Era veramente uomo, p. 151.

[17] O primeiro enviado do Pai é o Filho Jesus, que cumpre e revela o conteúdo da própria missão. O segundo enviado é o Paráclito. O Pai é, em relação aos dois, o enviante; o Filho e o Espírito são, em relação ao Pai, ambos enviados. Confrontando os textos, vemos que há semelhança da relação entre o Pai e o Paráclito com a relação entre o Pai e o Filho: ambas são expressas pelo mesmo verbo «enviar» (pémpô). Mas, juntamente com a semelhança, deparamos também com diferenças. A primeira diferença está no facto de que, em relação ao Filho, o verbo enviar está no passado, encontrando-se no futuro em relação ao Paráclito. O envio de Jesus pelo Pai já se realizou [= «o Pai que me enviou»: Jo 5,23.37; 6,44; 8,16.18; 12,49; 14,24; «Aquele que me enviou»: Jo 4,34; 5,24.30; 6,38.39.40; 7,16.28.33; 8,26.29; 9,4; 12,44-45; 13,20; 15,21; 16,5], enquanto que o envio do Paráclito é anunciado, mas deve ainda realizar-se («o Pai enviá-lo-á no meu nome»: Jo 14,26), do mesmo modo que a sua tarefa de ensinar e de recordar aparece igualmente enunciada no futuro. A segunda diferença reside no facto de o envio de Jesus ser feito directamente pelo Pai, sem intermediários, enquanto que o envio do Paráclito é feito pelo Pai mediante a intervenção de Jesus, traduzida pela expressão «no meu nome». O que se passa com o verbo «enviar» em termos de semelhança e diferenças, passa-se também com o verbo «dar» (dídômi): «Deus… deu o seu Filho unigénito» (Jo 3,16), e «dará a vós outro Paráclito» a pedido de Jesus (Jo 14,16). Mas em relação ao Paráclito, o próprio Jesus é por duas vezes sujeito do verbo «enviar»: «Eu enviá-lo-ei de junto do Pai» (Jo 15,26); «Quando eu for, enviá-lo-ei para junto de vós» (Jo 16,7). G. FERRARO, Il Paraclito, Cristo, il Padre nel quarto Vangelo, Cidade do Vaticano, Editrice Vaticana, 1996, p. 161-163.

[18] H. U. von BALTHASAR, La Théologique. III. L’Esprit de vérité, Bruxelas, Culture et Vérité, 1996, p. 63-64; G. FERRARO, Il Paraclito, p. 163; Y. LABBÉ, L’icône-Parole incréée, p. 345.

[19] V. M. CAPDEVILA Y MONTANER, Trinidad y misión en el Evangelio y en las Cartas de San Juan, in Trinidad y Misión, p. 45.

[20] O verbo kolláô – hebraico dabaq – implica uma adesão pessoal, psicobiológica, íntima, amante, fiel, total, irreversível. É aquilo que os Padres chamam união nupcial.De notar que S. Paulo empregou no versículo imediatamente anterior (6,16) o mesmo verbo, no seu mais profundo realismo, para indicar a união com uma prostituta!

[21] De acordo com os dados da Escritura, o Espírito Santo não é um termo objectivo de relação, pois não se revelou em primeira pessoa, ao contrário do que sucede com YHWH no AT e Jesus no NT. Ver H. MÜHLEN, El acontecimiento Cristo como obra del Espíritu Santo, in J. FEINER. M. LÖHRER (eds.), Mysterium Salutis. Manual de Teología como Historia de Salvación, III/II, Madrid, 1969, p. 530.

[22] O vir (érchomai) do Paráclito em Jo 15,26; 16,8.13 apresenta uma singular analogia com idênticas passagens em que o mesmo verbo tem por sujeito Jesus (Jo 4,26.54; 7,27.31; 11,17): o vir futuro do Paráclito e o vir já realizado de Jesus estão ordenados à fé em Jesus. O vir do Paráclito em Jo 16,7 associa-se ao vir do Pai e do Filho em Jo 14,23, que indica a permanência estável do Pai e do Filho no crente. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 86-89.

[23]  O ensinar de Deus Pai tem como termo Jesus, de tal modo que o ensinamento (didachê) de Jesus é o do Pai e contém e revela a misteriosa relação de unidade e de referência recíproca no âmbito divino entre o Pai que ensina e o Filho que recebe o ensinamento (Jo 7,16-17; 8,26.28); o ensinar do Paráclito, que vem depois do de Jesus (Jo 14,26), processa-se, ao contrário do de Jesus, não com palavras sensíveis que tocam os órgãos da audição de um público determinado, mas na interioridade da inteligência da fé, avivando as brasas do desejo da Palavra primeira e criadora no coração de cada homem, debaixo de qualquer céu. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 52-68.159. Este ensinamento interior do Espírito é comparado à unção de óleo (chrísma) que penetra lentamente: «Vós recebestes a unção que vem do Santo e todos conheceis (oídate)» (1 Jo 2,20); «a unção dele vos ensina (didáskei) acerca de todas as coisas» (1 Jo 2,27). Cumpre-se assim a profecia de Jr 31,31-34 (38,31-34 LXX) que refere que «todos me conhecerão (eidêsousin)» com uma ciência que não resulta da instrução, mas que é incutida por Deus no coração. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 68-70; A. JAUBERT, L’Esprit dans le Nouveau Testament, p. 27.

[24] Esta acção de «recordar» nos discípulos não tem nada de comum com a memória banal de um acontecimento ordinário, mas implica uma compreensão nova dos factos e palavras de Jesus e de todo o AT. Jesus tinha dito que reconstruiria o Templo? Na realidade, ele falava do seu próprio corpo (Jo 2,22). Jesus entrara em Jerusalém montado num jumento? Na realidade, realizava a profecia de Zc 9,9 (Jo 12,16). Nos dois casos, os discípulos «recordaram-se» (mimnêskomai). O Espírito dá-lhes a inteligência da vida e da paixão de Jesus e de todo o AT. A. JAUBERT, L’Esprit dans le Nouveau Testament, p. 27. Nesta acção de «recordar», o passado é reclamado, não para suscitar a satisfação da soberba, mas para mostrar o excesso do dom em ordem a estimular a renovação, a actualização, a acção, o empenho no presente como resposta ao dom que sempre nos precede. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 65.

[25] No AT, é Deus o «condutor» (Ex 15,13; Nm 24,8; Dt 1,33; Js 24,3; Ne 9,12.19; Sb 17,10; 18,3; Jb 31,37; Sl 25,5; 43,3; 86,11. No Apocalipse, Jesus «conduz» os eleitos às fontes de água viva (Ap 7,17). O Espírito «conduz» na estrada da «verdade toda» que é Jesus. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 111-120.

[26] Tendo como sujeito o Paráclito, o verbo «receber» (lambánô) mostra o Paráclito em referência a Jesus: «Ele receberá do que é meu» (Jo 16,14.15). O Espírito é aquele que receberá o que é de Jesus, enquanto Jesus é aquele de quem o Espírito receberá a comunicação de tudo o que Jesus tem. O mesmo verbo qualifica a relação de Jesus em relação ao Pai, de quem recebeu tudo o que tem e é (Jo 10,18; Ap 2,28). O «receber» de Jesus em relação ao Pai está em relação com o «dar» do Pai a Jesus. O Pai deu ao Filho «tudo» (Jo 3,35; 13,3; 17,7; Mt 11,27), «ter a vida em si mesmo» (Jo 5,26), «as palavras» (Jo 17,8), o «julgamento» (Jo 5,22.27), «as obras» e «a obra» (Jo 5,36; 17,4), os homens (Jo 6,37.39; 10,29; 17,2.6.9-11-12.24; 18,9), a «glória» (Jo 17,22.24)… A identidade da pessoa do Pai constitui-se em dar tudo ao Filho, assim como a identidade do Filho se constitui em receber tudo do Pai. O Espírito é aquele que recebe o que é do Filho, e que o Filho recebeu do Pai. E o que «recebe», o Espírito «anuncia» (Jo 16,13.14.15). G. FERRARO, Il Paraclito, p. 137-138.164; S. A. PANIMOLLE, Dio Padre nel Nuovo Testamento, in S. A. PANIMOLLE (ed.), Abbà-Padre (Dizionario di Spiritualità Biblico Patristica [= DSBP], 1), Roma, Borla, 1992, p. 132-133; C.-J. PINTO DE OLIVEIRA, Le verbe Didónai comme expression des rapports du Père et du Fils dans le IVe Évangile, in Revue des Sciences Philosophiques et Théologiques, 49, 1965, p. 81-104.

[27] O Paráclito, o Espírito da verdade, ele (ekeînos) testemunhará (martyréô) acerca de Jesus. Também Jesus testemunha acerca de si mesmo (Jo 5,31, 8,13.14.18), e o Pai testemunha acerca de Jesus (Jo 5,32.37: 1 Jo 5,9). O verbo testemunhar tem ainda como sujeito João Baptista (Jo 1,15), as obras de Jesus (Jo 5,36; 10,25) e as Escrituras (Jo 5,39). Dos factos (rêmata) de Jesus (vida, morte, ressurreição) também sereis testemunhas vós (Lc 24,48; Act 1,8), nós (Act 2,32), nós e o Espírito (Act 5,32). G. FERRARO, Il Paraclito, p. 89-110. Nós e o Espírito. O Espírito e a Esposa, que é a Igreja (Ap 22,17). «Os Apóstolos e o Espírito formam um único sujeito de operação (Act 5,32; 15,28). O Espírito nunca se põe em frente da Igreja. Não se põe diante do crente. Não está nos lugares onde se enuncia o «eu» e o «tu». Quando não se retira para a instância do «ele», o Espírito encontra-se na enunciação do «nós». Ele não saberia entrar em diálogo, tornar-se o parceiro de uma relação. Ele não é um interlocutor, mas a interlocução». Y. LABBÉ, L’icône-Parole incréée, p. 328. «Não temos uma relação bipolar com o Espírito Santo, uma vez que ele é o imediato – o não mediado senão por si mesmo – da nossa relação bipolar com Cristo». H. MÜHLEN, El acontecimiento Cristo como obra del Espíritu Santo, p. 530.

[28] Dá (dídômi) os seus dons para a edificação (oikodomé/oikodoméô) da comunidade.

[29] Foi inspirando-se sobretudo no texto de Jo 6,63 – «É o Espírito que dá a vida» (tò pneûmá estin tò zôopoioûn) – que o primeiro Concílio de Constantinopla (381), segundo ecuménico, atribuiu ao Espírito Santo o título de «dador da vida», «vivificante» (zôopoión). Título que condivide com o Pai e o Filho: «Como o Pai dá a vida (zôopoieî), assim também o Filho dá a vida (zôopoieî) àqueles que quer» (Jo 5,22). O Pai «dador da vida» está também em Rm 4,17; 8,11. G. FERRARO, Il Paraclito, p. 139-149.

[30] Ekeînos (Jo 14,26; 15,26; 16,8.13.14), pronome masculino, não obstante o neutro gramatical de tò pneûma.

[31] A acção do Espírito não se limita a certos países, línguas, povos, etnias, religiões, e nem sequer tem um alcance limitado como é limitado o alcance daquele que usa as cordas vocais (ou mesmo os meios de comunicação social) para se fazer ouvir. Ele está para além de todas essas barreiras, pois actua directamente na inteligência e no coração de cada homem. E em termos de inteligência e de coração, são iguais o chinês, o português e o inglês, o católico, o hinduísta e o muçulmano… No fundo, no fundo, como refere S. Tomás de Aquino, no Comentário sobre o Evangelho de S. João, Cap. 14, lect. 2, todo o homem deseja principalmente duas coisas: o conhecimento da verdade e a continuação da sua existência. São estas brasas, que ardem no coração e na inteligência de cada homem, que constituem a expressão sintomática em nós da Palavra primeira e criadora, e que, avivadas pelo Espírito, acendem o desejo do Filho.

[32] G. FERRARO, Il Paraclito, p. 52-70.159; A. JAUBERT, L’Esprit dans le Nouveau Testament, p. 27.

[33] Sobre esta questão da recitação que move ao empenhamento, ver P. BEAUCHAMP, Le récit, la lettre et le corps, p. 235-237.

[34] A. JAUBERT, L’Esprit dans le Nouveau Testament, p. 27; G. FERRARO, Il Paraclito, p. 65.

5 Responses to TRINDADE: A CHAVE É O AMOR

  1. Rui Pedro diz:

    De facto, a revelação bíblica testemunha-nos um Projecto de Salvação que Deus está a fazer com a Humanidade, um Projecto com Rosto, Nome, Sentido familiares… E é neste Projecto de Amor, neste “Plano Generoso” (Ef 1,9) que somos abraçados e assumidos, na nossa Humanidade, unidos a Jesus na relação mais forte: de irmãos (Heb 2,11), no seu Espírito por quem clamamos Abbá (Rom 8,15). Muito obrigado, padre, por este texto.

  2. José Frazão diz:

    Ó Trindade santa, mistério dos mistérios…
    É graças ao vosso mistério – que, assim, também em nós se manifesta e concretiza, – que a vida-mistério acontece em cada um de nós, não se tendo ainda manifestado em plenitude, mas para ela caminhamos, graças à infinitude do vosso Amor-Mistério. Não importa em si o mistério, mas a vida-mistério que há em cada um de nós.
    Obrigado, meu Deus.
    Obrigado, Mistério dos mistérios, Trindade Santíssima, que na comunhão das vossas pessoas em mistério de amor, em vós e para nós, chamais cada um de nós, mistério criado à vossa imagem e semelhança, a ser reflexo, participação e comunhão do vossos mistério entre nós e em nós, por vós e para vós.

  3. E.Coelho diz:

    Boa noite,

    Como sempre, as notas de rodapé – esclarecimentos e citações – que habitualmente colocas nas tuas reflexões são o grande auxiliar para te entender, pois as nossas estantes de livros, muitas vezes, estão carregadas de “livros adquiridos a metro”…
    Vamos ao assunto “TRINDADE” e com duas citações breves mas carregadas de Promessa. «Eu enviá-lo-ei de junto do Pai» (Jo 15,26); «Quando eu for, enviá-lo-ei para junto de vós» (Jo 16,7).
    Pois bem, sem dúvida que (e cito-te) “o vir futuro do Paráclito e o vir já realizado de Jesus estão ordenados à fé em Jesus”. É certo também que Ele está connosco “na interioridade da inteligência da fé, avivando as brasas do desejo da Palavra primeira e criadora no coração de cada pessoa, debaixo de qualquer céu”, em qualquer “cronos”. Como é certo que “São estas brasas, que ardem no coração e na inteligência de cada homem, que constituem a expressão sintomática em nós da Palavra primeira e criadora, e que, avivadas pelo Espírito, acendem o desejo do Filho,” e assim, da Trindade – mistério supremo de AMOR. No entanto, o Povo de Deus, caminha ainda muito longe desta “estrada”, na direcção de outras metas.
    Volto a perguntar: que estamos a fazer com o Dom para estarmos “ainda” a tentar apagar em nós esta chama ardente que nos permitiria irmanarmo-nos a Cristo? Porque é que não “conhecemos” um pouco mais se é o Espírito que nos abre para “uma compreensão nova dos factos e palavras de Jesus e de todo o AT”?
    Não nos é dito que O conheceremos “com uma ciência que não resulta da instrução, mas que é incutida por Deus no coração”? Afinal de que são feitos os nossos corações? Que evoluímos(?) nós desde os tempos do profeta que anunciou a vontade de Deus de nos dar corações de carne capazes de vermos Deus como o nosso Deus e de nos reconhecermos dados como o Seu povo? Não será porque o conhecimento da verdade, da Verdade, nos é incómoda? Porque ainda vivemos como viviam os povos anteriores/contemporâneos de Abraão, com todos os deuses e todas as (in)verdades que criamos para nós próprios? Que aprendemos com Abraão, nosso Pai na Fé como todos nós dizemos? Nada?
    Tu tentas, sem canseira, ensinar-nos a entender, a ver com o coração, a virarmo-nos do avesso, a procurar a luz… Como fazes para que nos pareça que para ti tudo é fácil? E claro? E Obvio? E atraente?
    Abraço grande,
    Elisa

  4. Paula A. Fernandes diz:

    É para mim um grande mistério, a Santíssima Trindade.

    Sentimento com que vim da eucaristia deste domingo!

    A relação do Pai com o Filho, penso compreendê-la melhor, por comparação à minha condição de filha de meus Pais.

    Porém, sempre “espantada”, pelo incondicional amor/dádiva do Pai para com o Filho e deste Filho que morreu por vontade do Pai. Não por Ele, mas por nós!!

    Mas o Dom do Espírito? Não o vemos, vem do Pai, pelo Filho e actua quotidianamente em nós, iluminando e renovando o nosso interior, ajudando-nos a ser melhores pessoas?

    Será que por ser um mistério, nos fascina – na nossa condição humana – e, por isso, nunca nos abandona?

    “Elevar a nossa humanidade a viver por graça ao nível da sua divindade.”

    Exigente meta esta!
    Só pela graça de Deus, que peço e agradeço diariamente.

    Fazem-me reflectir em silêncio, estes maravilhosos caminhos de Deus, que sempre me “espantam” e muito agradeço.
    Que me fazem querer conhecer mais, por saber tão pouco.

    Muito obrigada.

  5. Arménio Reis da Silva diz:

    A minha palavra é a de gratidão a Dom António Couto pelos seus escritos.
    Quanto ao conteúdo vou tentar absorver as ideias e estudos transmitidos para no futuro tentar dizer algo que seja útil.
    Por isso espero que me perdoem por falta de capacidade para entrar em polémica.
    Uma vez mais o meu obrigado a Dom António Couto
    Arménio

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